terça-feira, 12 de março de 2013

                                     


XVIII. Sim, ele respira!

A vida é mesmo um pequeno rio que vai rareando devagar por voltas da montanha, silencioso e breve como quem segue impassível por algo já sabido. E de repente nós estamos aqui no lugar de tentar segurar entre os dedos esse líquido que escorre débil pelo desfiladeiro. Tão absortos em tentar salvar a esperança de que um dia ele volte a ter as mesmas águas volumosas de outrora... Quase desistimos nessa tentativa, esquecendo que independente de nós ele continua lá, tranquilo em sua caminha. Respira. Sim, ele respira. Com tanta força que nos questionamos se não somos nós os desistentes de acompanhá-lo. Preservo contente o orgulho de já ter navegado por essas águas de ensinamento e por estar ainda aprendendo. Pra quem sabe um dia ter a mesma destreza de ir seguindo tão resistente e forte esse breve e costumeiro caminho. 

Ps.: Para minha passarinha que resiste.

Um comentário:

Elenildo disse...

Nanda,
Nascemos independente da nossa vontade. Mas apesar de tudo, a vida é um encanto. E nos encanta. Contudo, a coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina.
Como dizia Clarice Lispector, “A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade. A vida não é de se brincar porque um belo dia se morre”.
Abraços