
XVI. Carta depoimento
Lembro-me desse curioso estado encantado de quando era menina
e vislumbrava pequenos detalhes achados por descobertas avulsas. Ia assim
catando músicas, pessoas, instantes de beleza não vistos. Nunca me importei se
era coincidente o meu desejo que certamente não se encaixava. Hoje ainda
procuro meus pares, existem, sei que existem, mas não me preocupo nem quando e
nem onde os encontrarei. Apenas transito entre um mundo de matéria, carnes e
ossos tocando de verdade no ser humano e de mentira no ser vivente. Ainda me
encanto diante desse beleza. E é isso que importa e me mantém vibrando. É essa
necessidade, é esse suspiro que me vem vez ou outra e me faz honesta. É que
ainda me encanto...
PS.: Mosaico do Carybé
Nenhum comentário:
Postar um comentário