sábado, 8 de dezembro de 2012

                                   


XVI. Carta depoimento

Lembro-me desse curioso estado encantado de quando era menina e vislumbrava pequenos detalhes achados por descobertas avulsas. Ia assim catando músicas, pessoas, instantes de beleza não vistos. Nunca me importei se era coincidente o meu desejo que certamente não se encaixava. Hoje ainda procuro meus pares, existem, sei que existem, mas não me preocupo nem quando e nem onde os encontrarei. Apenas transito entre um mundo de matéria, carnes e ossos tocando de verdade no ser humano e de mentira no ser vivente. Ainda me encanto diante desse beleza. E é isso que importa e me mantém vibrando. É essa necessidade, é esse suspiro que me vem vez ou outra e me faz honesta. É que ainda me encanto...

PS.: Mosaico do Carybé

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