
XIV. Alcance possível
Gostava de pensar na inauguração de algo estritamente novo
quando começava o dia. A possibilidade de estender seus alcances a novas
experiências não era uma opção, mas uma necessidade. Para hoje, resolveu que
passaria à tarde no mirante olhando o horizonte, que encontraria uma mulher
interessante e que haveriam pequenos quitutes para um belo piquenique. Tudo
enquanto o sol ia fazendo a tarde tomar aquele tom alaranjado e doce. Não podeira imaginar algo mais atraente e reconfortante.
Levantou-se, então, bem cedo, colocou o uniforme de trabalho e foi para a agência. Lá
pelas tantas da tarde, no horário previsto, pegou uma xícara de café na
lanchonete e foi sentar-se no escritório com papel e tinta para escrever a crônica ensolarada
e romântica do jornal seguinte.
Um comentário:
Nanda,
A cada dia quando acordamos, para muitos, pode parecer só mais um dia comum, mas, de uma hora para outra, sem que a gente espere, o Universo nos traz um presente: uma experiência que vai funcionar como uma espécie de divisor de águas. O sinal de que devemos dizer SIM para aquela oportunidade, essa, pode vir por meio de uma pessoa que conhecemos muitos anos antes, de uma exigência profissional, um desejo que não sabemos exatamente de onde vem ou de uma viagem inesperada. As possibilidades são infinitas, mas uma coisa é certa: depois daquele momento, jamais seremos iguais.
Neste contexto, nossos comportamentos, capacidades, potencialidades, limitações e nossas crenças são padrões que determinam como nos relacionamentos conosco, com as outras pessoas e como o mundo. Isso tudo determina, no presente, as percepções do sucesso ou do fracasso, da possibilidade ou da impossibilidade, da tristeza ou da alegria, da felicidade ou da fatalidade. Todo esse acervo deriva-se do passado. É de lá que sairá, também, o futuro de qualquer pessoa.
Abraços e sucesso em sua caminhada rumo à realização como pessoa e como profissional.
De seu pai
Elenildo
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