IV. Sorrisos
Numa tarde ensolarada cotidiana e breve, pousou as mãos sobre as dela, e fez declarar:
_ Sara, minha pequena, não posso lhe explicar certas coisas da
vida, não posso te demonstrar a cor que tem a voz de um passarinho, e nem o som
que tem o amarelo dessa tarde. Tão difícil, você entende?!
_ João, sobre o que exatamente você está falando?!
_ Minha querida, olha esse sol se pondo, veja esse outono gritando
vermelho nas amendoeiras, tudo tão grande, tudo tão por começar rumo ao infinito
do futuro...
_ João, o que você bebeu?! Você está tão estranho hoje, nem parece
a mesma pessoa...Credo!
_ Ah Sara, tão difícil essa entrega da gente mesmo, tenha um pouco
mais de sensibilidade...
(Silêncio) entre os dois infantes. Olhar de indagação da moça ante
a timidez rósea e trêmula do rosto dele.
_ Eu te amo Sara, só estava tentando dizer EU TE AMO!
(Suspiro de alívio dele)
_ Ufffaaa!!! Pensei que nunca ia conseguir dizer, João!
(Suspiro de alívio dela)
(Sorriso de ambos).
PS.: Continuação... Imagem: Manuel Teixeira.
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