
São dias tentando controlar minhas convulsões internas
E tudo programado
Cada passo dado
Cada palavra dita
Os gestos
Os olhares
Os toques
Um auto-policiamento sem fim
Como se só com a alma presa
Fosse possível sugar o que de melhor há mim
E para que?
Quais esforços medidos
Nesse cansaço desmedido
Nessa culpa abafada e medonha
Por que?
Talvez desorganizada não sobreviveria
Talvez...
E quantas coisas já estou eu cá a controlar
Nessas linhas
Nunca estarei livre?
A minha liberdade é solitária.
PS.: Um mundo se abriu... um novo mundo que desorganiza tudo.. que desnorteia, que faz perder o foco... e quantas coisas não seriam revolucionárias para uma mulher em uma sociedade machista? Parte de mim deixa-se ir embalada pelos novos ventos... e a outra .. e a outra... continua procurando em suas convulsões o centro de tudo, o equilíbrio. E várias de mim surgem, com diferentes pessoas, em diferentes momentos... como controlar todas elas, sem se perder... como controlar... Acho que estou ficando louca.
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