domingo, 14 de abril de 2013


                                    

XX. Memórias de um velho infante.

Essa história é sobre o pequeno advento do amor. Corpo que exalta músculo e balança de um estado a outro mimetizando movimentos acreditados. Pequenos retalhos de línguas que se retraem e contraem e ofegam tão vibrantes. Sem se verem, no entanto, sem se tocarem, sendo fortes apenas. Corpo. Corpo. Corpo. “Percebem-se. Sabem-se”. Marina me disse essas coisas bonitas certa vez. Eu entendi tão pouco dela... E, agora, sei que sempre esteve tão certa. Hoje, passados tantos anos, daquele estado febril e adolescente, queria poder dizer-lhe, que fora a mais bela de todas. Sentado na poltrona da varanda, acho que ainda posso lembrar que ela parecia meio pra sempre. Ah, Marina, minha oração certeira recorda o seu nome, na promessa de todo altar, que reclama a posse, ante a alegria e a morte, ante esse confluente e inevitável envelhecimento sem nunca, você. 

Ps.: Pedacinhos da vida de todo mundo... Porque tudo continua apesar de.
Imagem da adaptação de Ernest Hemingway, O Velho e o Mar, por Aleksandr Petrov.

Um comentário:

Elenildo disse...

Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas lembrando o passado, das aventuras, dos sonhos,, relatados de forma simples e verdadeira, foram muitos, dos tantos risos e momentos agradáveis que tivemos e compartilhamos... saudades!!

Saudades até dos momentos de dor, da angústia, dos finais de semana de encontros, vésperas de datas comemorativas, finais de semana, finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que durariam mais, muito mais.... que continuassem para sempre...

Um dia nossos filhos, netos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem é esta pessoa? Diremos que era a sogra, a avó, a bisavó. E... isso vai doer tanto!!! Foi uma pessoa especial, foi com ela que vivemos os melhores últimos 25 anos de mossa vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquela voz , a risada gostosa, novamente... Quando nos encontrarmos e o nosso grupo estiver incompleto... entre lágrimas nos abraçaremos...

Faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada ... E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido : não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de uma separação...