domingo, 3 de maio de 2009


"Morrer é recomeçar/ porque duramos/das infindáveis mortes que recomeçamos."

Lúcio Cardoso


Por um caráter transgressor simples qualquer
Sobre a eminência da morte
Coletada em todos os poros em que respiro
Pelo o não-vulgar das coisas deste mundo
Pelo o que anda sujo em mim
De mentira e sofreguidão
Por essa luta ímtima de assombro
Sem limites, com a castidade pura
Pudores, perdidos pudores...
E o que há mesmo de verdade nisso
Nesses ombros largos
Nessas imaginações de menina
Tão altas para uma mulher
Em sociedade de homens
Pelo ponto crucial em que não se pode
Precisar a apoptose celular de cada indivíduo
Pelo falar dos olhos que há tanto já andam perdidos por aí
Inconsciência que fala e que martela sobre o destino
Sinalizações...
E no entando quanto ainda há de teimosia
E porque o aproximar
Pelos desvios deste mundo?
Se o desviar for mesmo estar fora do caminho?
É preciso estar perdido
É preciso o não entender
Para que o sentido retorne
Sem controles , sem segurança
Como uma ave que voa até o final do horizonte
Sem medo da solidão
Sem a dor do abandono
Em incrível auto-suficiência
Seria o topo
Seria a queda
De novo não seria nada.
Ps.: Momento em que é preciso muita concentração e equilíbrio. Imagem do Paul Klee.

Nenhum comentário: