segunda-feira, 21 de julho de 2008



"A dor são poros por onde transpira a escrita..minha arte é o meu medo"


O que condiciona o momento em que se escreve... em que lugar habitamos, senão em nós mesmos. Estamos cheios e ao mesmo tempo vazios, sofremos pelo vazio e pela imensidão que vêm das coisas...porque muitas vezes é maior que nós a vontade, e a impotência de se colocar no papel aquilo que se sente, que se vê, que se pode... Dói. A dor se mistura ao prazer, e nos cai feito luva na alma quase limpa, quase crua.

É como estar em campo aberto, em uma solidão profunda, profunda... Desequilibradamente, são nesses momentos que estamos mais vulneráveis, sujeitos a qualquer tipo de fala, de olhar, de atenção...

Ora libertinos, revoltosos, nadando constantemente contra a corrente. Ora tão sensíveis que ao menor toque desabamos em confidências...

Acreditamos, acreditamos mais do que qualquer coisa no valor das pessoas. Como se só elas, persoficadas em forma de algum Deus, pudessem nos dizer qual o caminho...

E caminhamos, caminhamos...

Sem ter destino.
PS.: A você 'my sweet', que tem me feito escrever... por vários motivos.
*Figura do Kiefer

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