Caos
Que desconforto é esse que não permite
Nem o equilíbrio, nem o caos?
Perco-me no momento imediatamente posterior
Ao que pensava ter me achado
Quando vislumbro a estaca para a floração
Tudo já virou tarde de outono
E ficou de repente amarelado
E quando é a calma que encosta-se a mim
Algo bem quente começa a vibrar desesperado
Para sair arma em riste
Garganta a fora
Coração adentro.
E todas as minhas vontades de
Mundos,
Pessoas,
Lugares,
Parecem esquecer que eu estou há muito
Remando constantemente para tal direção.
Afogo-me nessa expectativa
Do que ficou por acontecer
E padeço de uma dor ainda não doída
De uma felicidade casualmente não vivida
Na busca desse lugar incomum
Tão fora e tão dentro de mim
Que já nem sei o meu início
Nem o meu...
Finalmente matéria disforme,
Ambivalente
Inacabada.
Um comentário:
Nossa me encontrei nesse poema...
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