A eternidade tem algo de mistérioE reúne sozinha a vontade
De uma vida
E como seria belo ter a pele alva
Ter as mãos sem rugas
E o vigor das flores
E sabor dos beijos
Doces no jorrar dos anos
Dos teus encantos
Mas passado o tempo
Da bravia aventura
Tudo seria mais que vibrante
Se ofuscaria
Na lentidão do dia
E viraria saudade dos soluços
Dos defeitos em púrpura
Dos espirros, das tosses
Das enfermidades
E porque não das dores?
E porque não dos gritos de amores?
A morte seria a vida
Mais que eterna seria a vontade
De encontrar o agora
E o presente
Sem futuro
Sem futuro
Apenas o palpável.
Ps.: O que muda? Nada. No fundo tudo permanece o mesmo. Imagem da O'keefe.
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