
O pequeno limiar entre o equilíbrio e o caos
Perfazem a mente
Perfurando o há de memória
O que já se fez de coragem
Ou o que já foi firmeza nas pernas.
O pequeno e tenaz do superficial
Entram com rude estranhamento
Garganta abaixo
Destruindo os tecidos ainda novos
Ou aquele já descartável
Que por uma farça qualquer é considerado
Continuando uma mentira
A de que somos bons, e nos salvaremos
Como vítimas
Da vida, das pessoas, dos Deuses
Entregamos para o efêmero
As rédeas de nossos cavalos
Deixamos que todo o desconcerto exclusivo
Vague sem controle ou reparação
Para não termos de dizer
É tarde demais
O que era belo já se foi
A tarde já desceu
As luzes vão aos poucos se apagando
E nossos olhos
Fazem igual...
Ps.: Pensam que desisti? Ainda não... só mudarei a direção do leme...
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