segunda-feira, 27 de julho de 2009


Quero os teus pés de meia
Como o outono amarelo folha a cair no tempo
E no ato a certeza mesmo de retroceder
Na tua pequena face
Trasformada pelos anos
Aquecida pelos rubros descaminhos nossos
Enquanto as espáduas se encostam
E de frio e no talo estremeçam
E a última gota de chuva caia lá fora

Para que já não possamos mais sentir a diferença dos corpos
E já não possamos mais saber o que é dor
E a aura de novos cosmos nos invadam
Com naves de outros lugares
Em outros rumos e sentimentos
Entreguem-nos flores amarelas
E que brancas sejam as nossas peles
E vermelhos sejam nossos instintos
E a complexidade de todo universo
Se reduza aos seus olhos
Olhando-me eternamente.
Ps.: "Porque no meu céu você é a pipa que mais amo" , te amo amigo.
Momentos reflexivos...

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